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MJS

Acampamento Celebrativo

MJS

O SONHO QUE FAZ SONHAR

Cuanza Sul – Angola: De 9 a 13 de Fevereiro, cerca de 638 jovens vindos de várias Paróquias salesianas do país e não só, transformaram o município da Quibala, na província do Cuanza-Sul, na terra dos sonhos de Dom Bosco. 

O Acampamento Celebrativo do Movimento Juvenil Salesiano  realiza-se de 4 em 4 anos. Este ano coincidiu com a comemoração dos 200 anos do sonho dos 9 anos de São João Bosco, Pai e Mestre da Juventude.

Durante o acampamento, os jovens puderam sonhar juntos e partilhar suas experiências de fé, fazendo parte de um sonho maior. Caracterizado por momentos de oração, adoração, recreação e formações alusivas ao sonho dos 9 anos e à Ecologia. O Tema sobre o cuidado da nossa casa comum foi dada pelo Voluntariado Internacional Salesiano (VIS); os outros temas do acampamento pelos irmãos SDB e as FMA.

Papa Francisco dizia aos jovens: sonhem, não parem de sonhar, não se acomodem na vida, não sejam inúteis. Agora estou eu a dizer-vos: mas sonhem, porque realmente o nosso Deus é um Deus do sonho e por isso ele criou o mundo no âmbito de um sonho. Ele teve um sonho para o mundo e por isso ele nos criou e pensou em cada um de nós, como lemos no salmo cento e trinta e oito (138): “vós conhecieis já a minha alma quando secretamente era formado”.

A tua missão, a minha missão, é tentar descobrir o quê que Deus quer de mim. Não aquilo que eu quero, porque muitas vezes aquilo que eu quero pode ser muito mesquinho, interesseiro, egoísta. E por isso a vossa caminhada, principalmente vós os mais jovens, adolescentes e jovens, aproveitem este tempo para descobrirem o que é que Deus quer de vós. Falem com os vossos amigos, com os vossos sacerdotes, irmãs,  professores e catequistas, os vossos pais…, rezem, estudem, desenvolvam, descubram os talentos e as qualidades que Deus tem para cada um de vós”.

Perguntas para refletir

  1. Já tiviste algum sonho pessoal realizado, que não te trouxe benefícios nem alegria? 
  2. Já tiveste sonhos não realizados por falta de paciência e perseverança? Qual a lição que v aprendeste? 
  3. Em tua opinião, se Deus já prometeu algo para nós,  porque precisamos lutar para sua  realização?

Pe. Quaresma, sdb

As noites culturais foram animadas com criatividade e entusiasmo pelas diferentes provincias e comunidades salesianas, espalhadas por Angola.

Sentimentos de profunda gratidão aos diferentes cantores que além do canto, passaram aos jovens um testemunho de fé, encorajando-os a vivê-la em todo momento e circunstâncias.

A missa de encerramento foi presidida pelo Reverendo padre Victor Sequeira, superior dos salesianos em Angola, no noviciado São José  dos frades menores.

Os jovens manifestaram sua eterna gratidão a todos que tornaram o sonho uma realidade, aos salesianos de Dom Bosco e às Filhas de Maria Auxiliadora presentes, na pessoa dos superiores: Pe. Victor Sequeira e Ir. Natália Miguel, presentes no Acampamento.


Imagens: MJS Angola https://www.facebook.com/mjsalesiano.angola/photos_by?locale=it_IT

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Catequese

Catequese em rede

Movidas por las orientações do CGXXIV, a dar um NOVO IMPULSO à catequese, privilegiando o primeiro anúncio e a evangelização; como Visitadoria conformamos uma comissão, composta pelas responsáveis pela coordenação da catequese paroquial e não só, para reflectir sobre as nossas opções; avaliar a caminhada de cada comunidade, escutando as experiências e os desafios; projectar a acção a desenvolver na Visitadoria nos proximos anos como comissão. Participaram representantes de cada comunidade. O tema que se partilhou foi sobre o terceiro Seminário organizado pelo Âmbito da Pastoral Juvenil, sobre a Identidade da catequese.

Realizou-se de 4 a 5 de janeiro de 2024 o 1º encontro presencial da comissão de catequese à nível da visitadoria, onde se teve em consideração o empenho assumido como Instituto que é o de dar um novo impulso à catequese, dar um novo impulso `a evangelização privilegiando o 1º anúncio de Jesus e a catequese.

Tomou-se como proposta de reflexão: um voltar em algumas das nossas opções: opção pelas pequenas comunidades, aldeias, capelas, grupos; um catecumenato para uma Paróquia entendida como comunhão de comunidades; catequese inculturada; catequese Bíblica; catequese encarnada; catequese da e na comunidade; o catecumenato como uma escolha da Igreja universal, africana.

As Paróquias salesianas fiéis ao sentir eclesial assumem o catecumenato e se empenha em implementá-lo onde ainda não está implementado. Se oferece aos baptizados da fase da perseverança, experiências associativas, que permitam o desenvolvimento da fé, a partilha e o compromisso apostólico.

 Sobre o tema da integração, ficou visto que a pastoral juvenil em si e a catequese, devem estar integradas utilizando critérios comuns. Os catecúmenos procurem inserir-se nos grupos juvenis.

Falou-se também de uma catequese iluminadora que integra, temas de educação sexual e para o amor, higiene cidadania, Direitos Humanos grandes temas da cultura africana: feitiço, a poligamia e o matrimónio cristão, a luta entre o bem e o mal, o mundo dos espíritos, as seitas e a fé religiosa, o óbito cristão. A morte demostrando a beleza da virtude e a feiura do pecado (sonho dos 9 anos). Se oferece assim ao catequista um instrumento válido e útil para anunciar, respondendo as finalidades do itinerário catecumenal, integrando pais, padrinho, garantes, na educação da fé, levando a desenvolver no catecumenato o sentido da própria vida, dar razão da própria fé, viver os valores do Evangelho, viver a fé em comunidade, rezar e celebrar a fé; comprometer-se na transformação da sociedade.

 As intervenções metodológicas, não deixaram de fazer parte.

A partir dessas iluminações, foram propostas várias ideias partilhando experiências de diversas realidades, paroquiais, centros e dioceses e entre as luzes e sombras e ainda com o reforço do tema sobre a identidade da catequese apresentada pela comissão internacional, traçou-se então o plano de acção: objetivo geral e específico, as acções, os conteúdos, o tempo e responsabilidade. Para completar o plano de acção, cada uma levou um tema a ser concluído e apresentado no próximo encontro presencial em Luanda.

Foram dias intensos e marcantes que contou com a participação na coordenação, as irmãs vindas das comunidades de: Luanda: Zango, Benguela, Luena, Calulo, Cacuaco. A comissão agradece o acompanhamento das comunidades.

                                                                            Pela coordenação, Ir. Domingas Pinto Barreto

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Visitadoria

Ir. Inês Barzaghi

Irmã Inês Barzaghi nasceu perto de Milão (Itália) no dia 3 de Setembro de 1944. Fez a primeira profissão como FMA na Itália,  em 1969. Faleceu em Luanda no dia 23 de novembro de 2023.

Irmã Agnese (ou Irmã Inês, como era chamada por todos aqui em Angola) nasceu numa família excepcional, com profundas raízes cristãs: três irmãos e três irmãs, todas três religiosas. Além da Ir. Inés, a mais nova da família, Maria, também é Filha de Maria Auxiliadora. Já Pierina é freira da Congregação do Bom Pastor e mora na França.

Na sua vila frequentava o Oratório, muito salesiano, embora paroquial, e ali também cresceu a vocação de Inés. Iniciou a formação em 1967 e no mesmo ano passou para o Noviciado de Missaglia onde, em 5 de agosto de 1969, emitiu os primeiros votos. Viveu o percurso de formação, na cidade de Lecco, com serenidade e entusiasmo.

Em 1971 obteve o diploma de Assistente Educadora em Turim. Mais tarde, trabalhou como ajuda-tesoureira. Após obter o Diploma de Contabilidade em Milão, em 1977, passou a dedicar-se com paixão ao ensino nos Cursos de Formação Profissional, primeiro em Milão e depois em Cinisello.

Irmã Agnese, porém, sentiu fortemente o chamado missionário e respondeu ao convite para o Projeto África. Em 1986 chegou à Casa Geral em Roma para o ano de preparação. Depois de alguns meses no nordeste do Brasil, para aprender português, no dia 5 de outubro de 1987 partiu para Angola, integrando a segunda expedição missionária das FMA. Naqueles tempos difíceis de guerra civil, preparava-se a segunda presença em Cacuaco. Foi aqui que Irmã Inês trabalhou arduamente, como formadora e gestora de cursos profissionais e, ao mesmo tempo, como ecônoma da comunidade, até 1995.

Em 1996 foi transferida para Moçambique (os dois países então formavam uma única Província religiosa), onde permaneceu até 2000, trabalhando como administradora no Centro Profissional de Maputo. Depois trabalhou em Changara, como tesoureira e gestora dos Cursos Profissionais.

Em 2002 regressou a Cacuaco (Angola) com as mesmas tarefas. Em Luanda trabalhou em cursos profissionalizantes, na catequese e na animação litúrgica das comunidades vizinhas. De 2009 a 2018 dedicou-se à missão de Calulo (Libolo. Kuanza Sul), onde trabalhou como ecônoma da comunidade, catequista apaixonada e líder de grupos, até nas aldeias. Nos últimos anos, teve que enfrentar problemas de saúde, tanto que teve de se submeter a diversas operações aos joelhos. Embora os médicos a tenham aconselhado a ficar em Itália para ser melhor cuidada, a sua paixão missionária fê-la regressar a Angola.

Na comunidade “Beata Maria Romero”, no Zango 3, na periferia de Luanda, com menos forças físicas, mas com o mesmo espírito ardente de sempre, dedicou-se ao apostolado com os adultos, à catequese, à animação dos grupos de oração, especialmente do grupo ADMA. Como religiosa e no seu serviço como ecônoma, foi muito pronta e generosa na resposta às necessidades das irmãs e da missão. Muito sensível às necessidades dos pobres, dedicou-se a eles com atenção e procurou benfeitores para poder ajudar a muitos, com verdadeira caridade.

De carácter nobre e forte, formado numa profunda espiritualidade cristã, tinha grande capacidade de perdão: não dava atenção às ofensas e às feridas. Cuidou da sua vida espiritual na fé.

com a oração pessoal, a fidelidade ao sacramento da reconciliação e às leituras espirituais. Lia com prazer os documentos da Igreja e as palavras do Papa, valorizava muito as circulares da Madre e participava ativamente nos encontros comunitários. Quando chegou o momento da prova, com fragilidade física cada vez maior, não desistiu. Ela continuou ativa e presente em todas as atividades comunitárias e apostólicas, dando a sua contribuição até o último suspiro.

Amante do rosário, inculcou a devoção mariana nas pessoas que participavam dos movimentos apostólicos, por onde passou. Mulher do povo, soube ouvir, aconselhar e encorajar

No mês de outubro participou com profunda gratidão nas celebrações dos 40 anos de presença das Filhas de Maria Auxiliadora em Angola, embora não estivesse muito bem. Ele confidenciou a uma amiga que seu tempo estava se esgotando. De facto, apenas duas semanas depois, sentindo-se doente, foi internada na Clínica “Girassol” em Luanda, onde completou a sua oferenda com fé e paciência. Tinha dificuldade para falar, mas nunca parava de agradecer a quem a visitava. Preparou-se para o encontro definitivo com a misericórdia de Deus recebendo o sacramento dos Enfermos.

Nos deixa o exemplo de uma vida totalmente entregue ao Reino, de uma mulher generosa sem calcular esforços. O amor que semeou foi derramado sobre ela nestes dias de despedida final com a presença de inúmeras pessoas em oração.

Que o Senhor a receba em Seu Reino e a recompense pela sua doação incansável. O muito bem semeado com simplicidade e sorriso na nossa Vice-Província e na Igreja, pela qual ela ofereceu tudo de si, faça florescer vocações serenas e fiéis até o último suspiro, como ela foi.

Ir. Natália Miguel,

Superiora da Visitadoria ‘Rainha da Paz’

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Formação

Encontro das junioras

De 11 a 16 de Novembro, as irmãs juniores das Filhas de Maria Auxiliadora, estiveram reunidas em formação, na Província do Lubango, no Mosteiro das Irmãs Clarissas.

Tiveram como tema: A INTEGRAÇÃO AFETIVA RUMO A UMA AUTONOMIA DA JOVEM MULHER CONSAGRADA, orientado pela Irmã Eurídice Filipe (Didi), que ajudou a aprofundar o tema, partindo das Constituições que espelham a Castidade como um dom de Deus e ajuda a viver bem a afectividade, porque a missão da Filha de Maria Auxiliadora entre os jovens exige que a Castidade seja para ela, como nos ensina o Fundador Dom Bosco, uma característica peculiar, segundo o artigo 14 das Constituições.

“A integração afetiva rumo a uma vida autónoma da mulher consagrada, levou-nos a aprofundar o Livro de Oseias 2,16-22, o Senhor vai seduzir-nos ao deserto e falar-nos-á ao coração…

Podemos também compreender que a afetividade é um dom de Deus que precisa ser realmente ordenada pela castidade para o verdadeiro bem. Ela designa a qualidade que abrange todos os fenómenos afectivos, sem a afectividade nossa vida psíquica fica ociosa, incolor, sem sabor e quiçá sem sentido. Porque o facto de sermos mulheres consagradas não nos torna em anjos continuamos a ser mulheres autênticas no seu todo, com sentimentos e desejos, assim podemos citar cinco tipos básicos de vivências afetivas: humor ou estado de ânimo, emoções, sentimentos, afectos e paixões.

Para sermos verdadeiras consagradas depende muito da nossa decisão, do nosso ser religiosa, precisamos integrar todos os nossos desejos, sentimentos e saber dar nome, pois reprimi-los não nos ajudará, precisamos saber nos posicionar, saber que Deus chama-nos tal como nós somos com a nossa história, com todo nosso ser, e é a partir dessa história que Deus vai fazer o seu caminho em nós.

Abordamos também a questão da sexualidade que engloba todo nosso ser, porque o ser humano é por natureza um ser sexuado. E quando nos comprometemos com a vida consagrada não nos propomos uma vida assexuada, estéril ou sem amor, o religioso deve ser alguém muito masculino e a religiosa, muito feminina, a pessoa consagrada por sua consagração não diz não à sua sexualidade.

A nossa formação foi muito proveitosa, tendo momentos de reflexões em grupo e iluminações vindas da formadora que ajudou-nos a aprofundar o tema e os subtemas de cada dia. Isto ajudou-nos também a interagir uma com as outras e partilharmos as nossas experiências tanto pessoas como na missão.

A mulher consagrada fez a sua escolha pra Cristo e Cristo deve ser o nosso único bem.

Agradecemos a irmã Didi pela orientação do tema, pela sua paciência e pela sua abertura em explicar-nos o tema, a irmã Filomena da equipa formadora da Visitadoria que esteve connosco em todos os momentos, o nosso muito obrigada”.

Ir. Joana Panzo, em nome das junioras

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MJS

Não caminhamos sozinhos

Retiro de Emaús

27-29/10/2023, Cacuaco (Luanda) Um grupo de jovens do MJS realizou o Retiro de Emaús. É uns dos retiros fortes que o MJS oferece para os jovens que desejam fazer uma experiência espiritual profunda. O mesmo realiza-se após dos retiros do poço e do discipulado. Acompanharam o retiro os assessores nacionais: Pe. Cristóvão Baptista sdb e Ir. Idalina Mareco fma

Os jovens fizeram a caminhada como os discípulos de Emaús: conversaram com Jesus sobre o desânimo que os torna muitas vezes tristes e abatidos e, deixaram-se iluminar pela Sua palavra que faz arder o coração. O itinerário espiritual constou com momentos de reflexão, deserto, oração, adoração e partilha da experiência.

Durante a experiência, os jovens foram convidados a meditar sobre a vida como caminho, a caminhar de a dois e partilhar sobre as suas decepções, as suas esperanças e alegrias; a avaliar a própria caminhada de fé.

O retiro ajudou-os a reavivar e a fortalecer a própria fé, a valorizar a companhia dos amigos, a importância de caminhar juntos e não sozinhos.

“Para mim, a última experiência feita (retiro de Emaús) contribuiu bastante no meu crescimento humano e cristão.  Os temas reflectidos ajudaram-me a perceber, mais uma vez, que apesar dos desânimos que passamos durante a nossa existência na terra, Cristo está connosco sempre; ninguém alcança sucessos caminhando sozinho; a Eucarístia não é um mero simbolismo; é preciso anunciar o evangelho de Cristo todos os dias da nossa vida. Gratidão a Deus pelo dom da vida e ao Movimento Juvenil Salesiano de Angola por aproximar os jovens cada vez mais de Cristo”

Hilária de Jesus, coordenadora nacional do MJS


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Visitadoria

“Cumpriu-se o tempo” Lc 2,6-7

Boa noite da Ir. Natália Miguel, Provincial das FMA em Angola

Porquê celebrar os 40 anos ou o quadragésimo aniversário?

Os exegetas dizem que o número 40 sinaliza o início de um novo período de atividade de Deus. Nas Sagradas Escrituras há uma frequente relação entre o número 40 e períodos de preparação[1], expectativa[2] e mudança[3]:


[1] Preparação do jubileu

[2] De novas fronteiras missionárias, e novas vocações

[3] Em tempos de “mudança de época”

Por exemplo, no AT vemos os seguintes episódios:

  • Deus fez chover 40 dias e 40 noites nos tempos de Noé (Gênesis 7,4);
  • Moisés passou 40 dias de jejum no Monte Sinai, a sós com Deus (Êxodo 24,18);
  • O povo de Israel passou 40 anos em êxodo pelo deserto rumo à Terra Prometida (Números 14,33)
  • Elias passou 40 dias e 40 noites caminhando até o Monte Horeb (1 Reis 19,8);
  • Israel viveu 40 anos de paz sob os juízes (Juízes 3,11);
  • Duraram 40 anos os reinados de Saul (Atos 13,21), Davi (II Samuel 5,4-5) e Salomão (I Reis 11,42), os três primeiros reis de Israel;
  • Jonas profetizou 40 dias de julgamento para que Nínive se arrependesse (Jonas 3,4)

No NT, o simbolismo do número 40 continua. Por exemplo, Jesus recolhe-se no deserto por 40 dias e 40 noites (Mt 4.3; Mc 1.1; Lc 4.2).

  • Jesus foi levado por Maria e José ao templo 40 dias após Seu nascimento (Lucas 2,22);
  • Jesus jejuou durante 40 dias no deserto, onde foi tentado pelo demônio (Mateus 4,1–2; Marcos 1,12–13; Lucas 4,1–2);
  • Durante 40 dias, Jesus ressuscitado instruiu os discípulos antes de subir ao Céu e enviar o Espírito Santo (Atos 1,1-3).

Portanto, o número quarenta significa tempo suficiente, plenitude, para uma etapa da actividade de Deus! Cumpriu-se o tempo; por isso estamos a celebrar esta efeméride com tanta solenidade. Estes 40 anos significam para nós uma etapa em que Deus decidiu interver na nossa história da África- Angola, com a inserçáo de um carisma que em 40 anos ganhou consistência, e abrir-se-á uma nova temporada de outros 40 anos, dos quais não sabemos que tipo de actividades Deus irá projectar! Só Ele que é o autor da história, sabe e saberá descrever o que serão os próximos 40 anos. Da nossa parte não importa saber- quando e como será o tempo ( Act 1,6) – pois este pertence a Ele.

Em 40 anos, temos a memória de um carisma vivo; e em meio a luzes e sombras, Deus fez maravilhas através da nossa pobre condição de criaturas, limitadas, mas iluminadas e sustentadas pela graça, somos herdeiras e protagonistas de um carisma destinado a frutificar até aos confins do mundo (Act 1,8)  – amanhã dia 22 derá o mundial das missões – com um coração ardente pela Palavra do Senhor, pois não se faz missão sem a devida paixão por Deus, e pés a caminho ( Francisco, Mensagem para o dia mundial das missões). Os próximos 40 anos iráo requerer muita audácia, paixão e zelo pastoral, coragem de partir para as periferias geográficas e existencias, capacidade de iniciativa e criatividadepastoral, comfidelidade ao Espírito dos nossos fundadores, com o coração grande e generoso ( Cartas de Madre Mazzarello,47). Afinal, somos filhas de sonhadores, que fazem sonhar!

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Ecologia Integral

Sensíveis aos apelos do Papa Francisco

14/10/2023, Luena:

Os alunos do Magistério do Centro Educativo Maria Auxiliadora , movidos pela sensibilidade e os apelos do Papa Francisco no novo documento sobre a crise climática Laudato Deum. Os alunos olhando as alterações climáticas e o aquecimento global do planeta; deram início no dia 04/10, dia de São Francisco de Assis à campanha de sensibilização para o cuidado do meio ambiente, com o embelezamento do jardim e a plantação de árvores na Instituição.

Cada jovem assumiu o compromisso de cuidar e regar a sua planta, eis alguns testemunhos dos mesmos jovens:

“A experiência do cuidado da nossa casa comum mudou a minha visão sobre o meio ambiente e ajudo-me a reflectir sobre a relação intrínseca do nosso corpo com a natureza e a necessidade de cuidar e amar as plantas por parte viva da criação”, Albertina Masseca Zage da 10ª Classe

“Senti-me profundamente tocado com a Encíclica do Papa Francisco Laudato Si’, trouxe um grande impacto na minha vida e dos meus colegas, ajudou-me a ter uma ideia clara sobre a degradação do meio ambiente e sobretudo a ecologia relacional com os idosos e as crianças, devemos-nos respeitar porque somos todos seres humanos”, Osvaldo Salvador Satchikumbu da 12ª Classe

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Família Salesiana

Visita da Ir. Leslie

30/08-07/09, Luanda – Angola. Visita da Conselheira para a Família Salesiana Leslie Sandigo à Visitadoria Rainha da Paz, encontra o Conselho, equipa, directoras e responsáveis dos grupos da Família Salesiana em Angola. Com momentos fortemente formativos sobre o  ser animadoras, e como reavivar a associação das ex-alumna em Angola.

O encontro formativo com as irmãs do Conselho, equipa e directoras foi enriquecedor sobre a leardeship salesiana, com o objectivo de propiciar um espaço de conhecimento pessoal que permita reconhecer e trabalhar o proceso vulnerável e, acolher e potenciar o manantial de positividade que levamos dentro, para adquirir ferramentas práticas para a animação e a gestão.

A irmã Leslie visitou várias comunidades da Visitadoria, em pouco tempo: as casas de formação de Luena e Benguela, as comunidades de Luanda: Vila Mornese, Zango e Cacuaco. Assim teve oportunidade de encontrar os grupos da família salesiana, acompanhados directamente pelas FMA.

Agradecemos a simplicidade, o entusiasmo e a alegria da Ir. Leslie, vivemos uma forte experiência de espírito de família, convidou-nos na sua visita a refletirmos juntos sobre como sermos geradoras de vida e como encarnar o carisma salesiano no contexto angolano.

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CARISMA

A nossa história

 “Com Maria, 40 anos gerando vida em Angola”

24/10/1983-24/10/2023

A presença das FILHAS de MARIA AUXILIADORA em Angola é fruto do Projeto África, lançado no Instituto em 1982. As primeiras irmãs, vindas de quatro inspetorias do Brasil, Ir. Theotonia Thiesen (Porto Alegre), Ir. Anna Bello Soares (São Paulo), Ir. Juraci Maria da Silva (Recife) e Ir. Maria das Graças de Souza (Belo Horizonte) que fizeram parte do primeiro grupo em Roma, e de lá saíram no dia mundial das Missões, 23 de Outubro (de manhã participaram da missa celebrada pelo Papa João Paulo II na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, onde abençoou todos os missionários presentes), viajaram à noite e aqui chegaram aos 24 de Outubro de 1983 (recebidas pelos salesianos e hospedadas na Comunidade das Irmãs de São José de Cluny, São Paulo), foram enviadas por Madre Rosetta Marchese, de feliz memória, então Madre Geral e por Madre Carmen Martin Moreno, então conselheira Geral para as missões.

A primeira comunidade (Maria Auxiliadora – Luanda) pertenceu alguns anos à Inspetoria Santa Catarina de Sena (São Paulo – Brasil) e era Inspetora a Ir. Rosalba Perotti, que esteve em Angola nos primeiros meses para conhecer a realidade e nos acompanhar e orientar nos primeiros passos. Depois destes primeiros anos as Comunidades de Angola passaram a pertencer à Inspetoria São João Bosco de Moçambique (África) e teve como Inspetora a Ir. Josefina Pescarini, que era inicialmente missionária no Congo Democrático, depois foi enviada a Angola e depois foi nomeada inspetora de Moçambique.

A Visitadoria Rainha da Paz está presente em 7 Comunidades nas Províncias de Benguela, Cabinda, Kuanza Sul, Luanda (Cazenga, Cacuaco e Viana) e Moxico, actuando junto a crianças, adolescentes, jovens, famílias, em Escolas, Paróquias, Centros Sociais e Profissionais, de acordo com o Carisma dos nossos Santos Fundadores, os Projectos da Igreja em cada localidade e as orientações da Conferência dos Religiosos de Angola.

Em todas as presenças levamos adiante o ideal de Dom Bosco e de Madre Mazzarello de educar integralmente a juventude, principalmente aquela mais necessitada.

Optamos por fazer algumas considerações sobre o cenário actual de Angola para termos maior clareza sobre o contexto em que estamos actuando e sobretudo o que temos vivenciado nestes últimos anos de profunda mudança e daí detectar os aspectos que impulsionam a nossa atuação nos próximos anos.

 

A abordagem destas dimensões se complementa com os objectivos e as propostas de acção para alcançarmos o que vislumbramos nos vários âmbitos.

Uma análise de conjuntura se faz necessária para quem luta em favor da vida em todos os segmentos sociais. O Evangelho nos convida a perscrutar os sinais dos tempos, para que afinemos nossos ouvidos aos clamores do povo, aos gritos dos excluídos, ao chamado dos jovens, sobretudo aqueles/as em situação de risco.

Com o coração movido pela esperança, no espírito evangélico e no carisma salesiano, estamos, educadoras/es e FMA – convictos/as de que a nossa missão é gerar “VIDA em ABUNDÂNCIA” para todos, como nos propõem as Linhas Orientadoras da Missão Educativa das FMA.

A Visitadoria Rainha da Paz, criada no dia 22 de Janeiro de 2004 (antes era Delegação da Inspectoria São João Bosco de Moçambique), actualiza um projecto de educação cristã, e se deixa conduzir pela força evangélica da Palavra de Deus e do Sistema Preventivo de Dom Bosco.

Educar cristãmente encontra na Razão, Religião e Amorevolezza a marca original da educação salesiana e contributo efectivo para a transformação cristã de uma sociedade aberta, pluricultural, pacífica, capaz de uma convivência plural.

A Espiritualidade Juvenil Salesiana constitui para os/as Educadores/as e as Filhas de Maria Auxiliadora o centro propulsor de sua acção educativa que elege os/as jovens, sobretudo os/as mais excluídos/as, como manifestação de Deus e razão de sua missão. Com os/as jovens tece uma relação de jovialidade de vida.

 

                                                                         Ir. Maria das Graças de Souza – FMA

 

 

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Pastoral Juvenil

Retiro quaresmal

Sentir cada criatura que canta o hino da
sua existência é viver jubilosamente no
amor de Deus e na esperança. Laudato Si 85

Jovens e catequistas do Centro Pastoral São João Baptista do Zango 3, Viana, realizaram o Retiro quaresmal no Kikuxi, uma experiência linda em contato com a natureza.

O tema foi sobre a quaresma, pelo Gildo da Ressurreição, Monge trapista . O seu testemunho de vida cativou os jovens. Ele de vida contemplativa, vive já uma vida retirada do mundo. 

 
Momento da oração inicial com a Ir. Idalina Mareco, em sintonia com a natureza: lugar de encontro com Deus. O exercício de saborear, escutar e amar os elementos que a natureza nos proporciona, ajudou os jovens a reconhecer a voz de Deus que nos fala através deles.
Momento de deserto, meditação e confissão com o Pe. Luigi de Liberali
Uns dos acompanhantes do Retiro foi o Diácono Francisco Cinco Reis, a caminho com os jovens dos diferentes grupos e movimentos do Centro

 

A Ir. Maria Bernardo Tchitapa acompanhou os jovens nesta experiência espiritual